quarta-feira, 27 de agosto de 2008

SOLANACEAE

1. INTRODUÇÃO
Solanaceae é uma família botânica representada por aproximadamente 2000 espécies distribuídas em 95 gêneros. É uma família de grande importância para a alimentação da sociedade. Dessa família fazem parte: a batata (Solanum tuberosum.), o tomate (Solanum lycopersicum), o tabaco (Nicotiana tabacum), etc. Algumas espécies são venenosas.
Esta família nos mostra uma grande variedade de propriedades medicinais, a qual nos chamou atenção para o estudo da Solanaceae, na mesma, há espécies venenosas e outras de consumo excessivo com efeitos alucinógenos.

1.1 Etimologia
A etimologia do gênero Solanum L., do verbo solari – consolar ou aliviar – dado as propriedades calmantes (narcóticas) de algumas espécies do gênero.

1.2. Informações Botânicas
Folhas e Hábitos
Folhas simples, alternas, inteiras, lobadas ou partidas, sésseis ou pecioladas, glabras ou pilosas, sem estipulas. São plantas arbóreas, arbustos, ervas e raramente lianas. Seu floema é interno.


Flores
Flores andróginas, ou diclamídeas, pentâmera, com comprimento variando de 1 a 20 cm, isoladas, aos pares, ou dispostas em inflorescências variadas extra-axilares. Cálice persistente, às vezes ampliando-se no fruto. Corola actimorfa ou levemente zigomorfa, gamopétala, rotácea, campanulada, infundiforme, hipocrateriforme, tubulosa ou urceolada. Androceu com 2, 4 e 5 estames, com filetes livres ou parcialmente soldados entre si, com anteras poricidas (Solanum) ou rimosas. Gineceu constituído de ovário súpero, bilocular ou falsamente plurilocular, com muitos óvulos em cada lóculo.

Fruto
Fruto do tipo baga, drupa ou cápsula.

1.3 Chave Dicotômica
Flor com ovário ínfero.
Flor com ovário súpero. 2
Androceu com 2 (dois), 4 (quatro) ou 5 (cinco) estames. 3
2. Androceu com 1 (um), 3 (três) ou mais de 5 (cinco) estames.
Androceu isostêmone (número de estames igual aos de pétalas). 4
3. Androceu diplostêmone ou polistêmone (número de 20 (vinte) estames o dobro ou maior que o de pétala)
Flor com 1 (um) estame.
4. Flor com mais de um estame. – Solanaceae (Solanum, Nicotiana e demais gêneros)

Há 95 gêneros desta família relacionados abaixo, dos quais, os estudos serão objetivados em três espécies: Solanum Lycopersicum (Tomate), Nicotiana tabacum (Fumo ou tabaco) e Solanum tuberosum (Batata).
Gêneros
Acnistus, Anisodus, Anthocercis, Anthotroche, Archiphysalis, Athenaea, Atrichodendrum, Atropa, Atropanthe, Aureliana, Benthamiella, Bouchetia, Brachistus, Browallia, Brugmansia, Brunfelsia, Calibrachoa, Capsicum, Cestrum, Chamaesaracha, Combera, Crenidium, Cuatresia, Cyphanthera, Cyphomandra, Datura, Deprea, Discopodium, Dittogina, Duboisia, Duckeodendron, Dunalia, Espadaea, Exodeconus, Fabiana, Goetzea, Grabowskia, Grammosolen, Hawkesiophyton, Hebecladus, Henoonia, Hunzikeria, Hyoscyamus, Iochroma, Jaborosa, Jaltomata, Juanulloa, Latua, Leptoglossis, Leucophysalis, Lycianthes, Lycium, Lycopersicon, Mandragora, Margaranthus, Markea, Melananthus, Mellissia, Metternichia, Nectouxia, Nicandra, Nicotiana, Nierembergia, Nolana, Nothocestrum, Oryctes, Pantacantha, Parabouchetia, Pauia, Petunia, Phrodus, Physalis, Physochlaina, Plowmania, Protoschwenckia, Przewalskia, Quincula, Rahowardiana, Reyesia, Salpichroa, Salpiglossis, Saracha, Schizanthus, Schultesianthus, Schwenkia, Schwencnkiopsis, Sclerophylax , Scopolia, Sessea, Sesseopsis, Solandra, Solanum, Streptosolen, Symonanthus, Trianaea, Triguera, Tubocapsicum, Vassobia, Vestia, Withania, Witheringia


2. Conceitos de Classificação

Classificação é o ordenamento dos organismos em grupos, tendo como base as suas relações filogenéticas.
Os taxonomistas começam a integrar conceitos evolutivos nas classificações naturais. De forma consciente tenta-se arranjar as plantas em grupos naturais, numa seqüência evolutiva, que parte do mais simples (sistema de classificação artificial) para o mais complexo (sistema de classificação filogenético).
Classificações artificiais: agrupam objetos com base num caractere, ou em poucos caracteres.
Exemplos deste tipo de classificação é a divisão das plantas em:
Ø Árvores, arbustos ou ervas - baseada no hábito
Ø Anuais, bienais ou perenes - baseada no ciclo de vida
Ø Aquáticas, terrestre epífitas - baseada no habitat.
Classificações naturais: aquelas que agrupam os objetos com base no somatório de caracteres exibidos, isto é, que agrupam os objetos que são mais parecidos em todas as formas possíveis.
Até ao aparecimento da teoria da evolução tinham uma natureza fixista.
Classificações filogenéticas: pretendem traduzir a posição de cada organismo em relação aos seus antepassados, bem como as relações genéticas entre os diferentes organismos atuais.
Para além de dados morfológicos, recorrem à paleobotânica, bioquímica, biologia molecular e taxonomia numérica para esclarecer as relações filogenéticas entre plantas. São constituídos grupos com diferente grau de inclusão. A dimensão de cada grupo vai diminuindo de forma progressiva.
Contudo os grupos não são definidos de forma arbitrária; eles devem refletir a história evolucionária das espécies. Essa é uma das principais dificuldades da sistemática. Um exemplo da constituição de grupos cada vez menos inclusivos poderá ser: na classificação sistemática cada grupo, com diferente grau de inclusão, é designado táxon (plural = taxa). Quando se trata de plantas, os principais Taxa são os seguintes:
Ø Reino
Ø Divisão (+ phyta)
Ø Classe (+ opsida)
Ø Ordem (+ ales)
Ø Família (+ aceae)
Ø Tribo
Ø Gênero (Itálico, inicial, maiúscula)
Ø Secção
Ø Espécie (itálico)
Ø Variedade e forma
Espécie: conjunto de populações que se cruzam e estão sexualmente isoladas de outros grupos semelhantes.
Para além da Taxa referidos, podem-se considerar adicionalmente os seguintes taxa: tribo, secção, variedade e forma.

3. Solanum lycopersicum

O tomate (do náuatle tomatl) é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae), (veja a tabela 1); embora coloquialmente considerado como legume pelos leigos. De sua família, fazem também parte as batatas, as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não-comestíveis.
Originário da América Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em todo o mundo.
3.1. História
A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento, á civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali.
Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México.
Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas.

3.2. Origem
O tomate vem do náuatle tomatl, é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae), embora considerado como legumes pelos leigos. De sua família, fazem parte também: as batatas, as berinjelas, as pimentas e os pimentões, alem de algumas espécies não-comestíveis.
Originário da América Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em todo mundo.
3.3. Características
O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Apesar da crença generalizada de que seja um legume, é, na realidade, um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação.
O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.
3.4. Gastronomia
Apesar de constantemente associado à Itália e sua cozinha, dado seu largo uso na sua culinária, o tomate já era consumido nas civilizações inca, maia e asteca, antes de ser levado ao outro lado do mundo. Pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes navegações, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas, frutas como abacate e o cacau (de cujas sementes se faz o chocolate), afora artigos de uso nativo que se difundiram, como o chicle (seiva de Sapota (ou sapoti)) e o tabaco.
Inicialmente o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria. Sómente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha. Durante este século, os europeus que retornavam da América após as viagens ao novo mundo, levaram ao velho mundo a fruta vermelha, que imaginavam ser venenosa. A época em que eles passaram a consumir o tomate não é clara, mas o que se sabe é que o tomate ganhou popularidade quando os povos do sul da Europa declinaram sobre esta suspeita. A partir deste momento, o tomate passou a ser um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea.
Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI. O local era um dos principais centros de comercialização, onde se realizavam atividades comerciais, principalmente com a Itália e Países Baixos.
Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:
Ø Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo;
Ø Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo;
Ø Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
Ø Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
Ø Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um "mini-tomate", com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.
Além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações em sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontra-lo na coloração vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados na cor rosada, amarela e laranja. Os dois últimos são mais difíceis de serem encontrados no Brasil.
As primeiras espécies exportadas da América foram logo batizadas de pomodoro pelos italianos pois eram amarelas, parecendo "maçãs douradas". Os primeiros registros da espécie vermelha deste fruto na Europa tem como data o ano de 1554, trinta e um anos depois de sua chegada de Puebla e Vera Cruz, no México. Se inicialmente havia a suspeita de serem venenosos, tão logo foram descobertos pela gastronomia e passaram a ser indispensáveis na maioria das civilizações e preparações de alimentos. Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à la marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente, uma lista que não para de se renovar.
A literatura culinária espanhola antiga (1599 - 1611) não registra o uso do tomate. Na Itália, Antonio Latine escreveu entre 1692 e 1694 o livro de cozinha napolitana Lo Scalco alla Moderna, em que uma das suas receitas recomendava levar ao fogo pedaços de tomate, sem pele ou sementes, temperando com salsinha, cebola e alho picados, salpicados com sal e pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate "de estilo espanhol". Em 1745, o livro do espanhol Juan Altamiras descrevia duzentas receitas, dentre as quais treze tinham tomate em seus ingredientes. Já na Inglaterra, a partir de 1750 se tem evidências de seu uso pelas famílias judias, que já o consumiam, muito embora permanecesse suspeito ao restante dos cidadãos até o século XIX.

3.5. Valor nutricional
O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,31 mg em 100 gr), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.
O tomate é composto principalmente com água, possuindo aproximadamente 14 calorias em 100 gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.
De 1986 à 1998 a Universidade de Harvard (EUA) analisou os hábitos de cinqüenta mil homens. Segundo os resultados da pesquisa, os homens que consumiam molho de tomate duas vezes por semana tiveram 23% menos incidência de câncer do que outros. A pesquisa concluiu ainda que os benefícios podem ser maiores caso o tomate seja cozido, acompanhando um pouco de azeite.

3.6 Dados econômicos
A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo maior importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste. Nesta região estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto.
A partir de 1995 a produção industrial de tomate saltou 29%, com o desenvolvimento de novos derivados como sopas, sucos, tomates dos mais diversos tipos, molhos e o desenvolvimento das redes de fast-food, com crescimento baseado na busca de maior qualidade, o que trouxe boas oportunidades ao setor.
Estima-se que a produção anual brasileira do tomate seja de três milhões de toneladas, dos quais dois milhões de toneladas, ou cerca de 77% da produção no Brasil seja para seu consumo in natura, sendo o restante utilizado para o processamento de sua polpa, normalmente feito a partir de tomates rasteiros (SEADE, 2003). Os principais estados brasileiros, responsáveis por esta produção são Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
A taxa de produção em São Paulo tem característica semelhante a do mercado brasileiro como um todo. No estado, a maior parte da produção (68%) é destinada ao consumo in natura (CAMARGO FILHO, 2001). Em 2002, o tomate de mesa ocupava a décima terceira posição entre os produtos que compunham o ranking da produção agrícola paulista, em valor (VP). O total correspondia a R$ 325 milhões (1,56 porcento do total).


4. Nicotiana tabacum

O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um médico francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) usava-o como medicamento, para curar as enxaquecas da rainha Catarina de Médicis.
No entanto no século XVII começaram a surgir preocupações por causa dos malefícios provocados à saúde pelo tabaco, que para além disso era viciante. Várias nações colocaram restrições ao seu uso mas, ao mesmo tempo, o tabaco proporcionou muito lucro aos estados que cobravam impostos significativos sobre as suas vendas.
Há 1,1 bilhão de fumantes no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), matando mais que o álcool e drogas ilegais.
O fumo é o amior responsável pelas faringites, bronquites, falta de apetite, tremores, pertubações da visão, diversos tipos de câncer, sobretudo do pulmão e doenças cardiovasculares como angina do peito e o enfarte do miocardio.
A ação da nicotina é exercida pelo sistema sobre o sitema parassimpático e simpático e pela liberação de adrelina e influi na diminuição do consumo de oxigênio e, além de prejudicar o organismo em geral, vai diretamente ao cérebro, coração e circulação.
O fumante sofre, em cada trago, endirecimento das artérias, fazendo o coração trabalhar mais depressa, enquanto os pulmões absorvem monóxido de carbono, amônio, ácido carbônico, piridina e substancias alcotroadas que passam a circulação do sangue. A fumaça do cigarro provoca uma reação violenta nos centros nervosos, produzindo a degeneração das células do cérebro. Uma vez que o hábito de fumar conduz o viviado a um estado de intoxicaçaõ crônica e o leva a uma dependência física e psíquica, sente o fumante dificuldade em abondaná-lo.
A nicotina é um dos venenos mais ativos. A nicotina e o alcatrão deve-se a maior soma de nales acarretada aos fumantes, o fumante médio absorve nos pulmões mais de um litro de alcatrão por ano.
Os venenos do fumo agem no organismo pelas vias respiratórias e pelas vias digestivas. Pelas vias respiratórias, atrvés da traquéia e brônquios, por onde chegam aos pulmões, onde são absorvidos e conduzidos ao sangue e, por este, a todos os demais órgãos. Pelas vias digestivas, boca, estômago e intestinos, pois que, parte do venenos do fumo dissolve-se na saliva e é conduzida ao estômago, ocasionando a diminuição da secreção gástrica, dificultando a digestão, diminuindo o apetite e predispondo o fumante a úlcera gastroduodenal. Do aparelho digestivo os venenos do fumo são conduzid0os ao sangue e aos diversos tecidos do corpo. No fígado, grande parte da nicotina é transformada em ácido úrico, com o que ocasiona o surgimento do reumatismo e da gota.
Prejuízos do hábito de fumar:
Ø Entorpecimento mental;
Ø Inflamação do estômago;
Ø Ineficiência física;
Ø Tosse;
Ø Angina do peito;
Ø Gangrena;
Ø Doações de sangue;
Ø Visão, entre outros.
(Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker, Ph.D. Quark books.)

4.1 Tipos e regiões produtoras
Ø Cuba - O tabaco cubano é conhecido como um dos melhores do mundo. A melhor região de plantio fica em Vuelta Abajo, parte do município de Pinar del Río na parte oeste da ilha. Em geral o tabaco cubano é forte e tem gosto acentuado. As variedades mais conhecidas são a Criollo e a Corojo.
(Fonte: Taste - Tabaco)
Há também plantio e cultivo de tabaco na República Dominicana, Brasil, Equador, México, Estados Unidos, Camarões e Indonésia.
5. Solanum tuberosum

A batata ou marmêndoa (Solanum tuberosum) é um tubérculo perene pertencente à família das Solanaceae (Solanáceas em português). É um dos vegetais mais utilizados na Europa e nas Américas do Norte e do Sul, principalmente por grandes redes de "fast-food". Existem seis outras espécies do género Solanum, com menor importância. Já a relação com a batata-doce é pequena, pois não compartilham gênero ou família, fazendo parte apenas da mesma ordem. Cultivam-se actualmente milhares de variedades de batata.

5.1 Origem
A batata é originária do Peru, onde fora cultivada desde eras imemoriais pelo povo inca, sendo chamada de "papa" na língua quíchua. Ainda em nossos dias, nos países andinos, produzem-se e se comercializam mais de 200 variedades diferentes de batatas.
Recente pesquisa baseada no DNA comprovou que todas as variedades da batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul do Peru. Esta mesma pesquisa evoca evidências arqueológicas de que o vegetal ali já era cultivado há 7.000 anos para efeitos de alimentação humana.
Em 1570, a batata foi levada para a Espanha, de lá se disseminando para a Europa e depois para todo o mundo. Atualmente, a cultura mundial atinge a cifra de cerca de 300.000.000 toneladas/ano.
A batata é rica em grãos de amido, armazenados nos amiloplastos.
5.2 Doenças e pragas
Doenças
Ø Alternariose ou Pinta-preta Alternaria solani
Ø Míldio da batateira, Phytophthora infestans
Ø Sarna comum, Streptomyces scabies
Ø Sarna prateada, Helminthosporium solani
Ø Rizoctoniose ou sarna negra, Rhizoctonia solani
Ø Podridão seca, Fusarium spp.
Ø Podridão mole do tubérculo, Canela-Preta, Talo-Oco, Erwinia spp.
Ø Roseliniose, Podridão-negra-de-roselínea
Ø Enrolamento-da-folha ou Crespeira
Pragas
Ø Escaravelho da batateira, Leptinotarsa decemlineata
Ø Nemátodos
Ø Traça da batata, Phthorimaea operculella

5.3 Dados Econômicos


5.4 Gastronomia
Fritas, assadas ou cozidas, as batatas são muitas vezes consumidas quentes, como acompanhamento à refeição principal ou frias como acompanhamento para saladas. Em alguns países elas são servidas no café da manhã, amassadas ou raladas e fritas.

6. CONCLUSÃO


A família da Solanaceae compreende cerca de 2000 espécies e 95 gêneros, dos quais discorremos a batata, o tomate e o tabaco.
Solanum licopersycum o tomate, do náuatle tomatl, sendo originada por alguns pesquisadores no México, América Central, e outros atribui à origem e cultivo a civilização inca no Peru. A dúvida há na origem da civilização inca, por eles representarem sua agricultura por meio de artes (cerâmicas). Como nos seus artefatos não foram encontrados nenhum registro de que a tinham cultivado os tomates, por meio de gravuras em suas artes. Permanecem as histórias duplas. Mas com essas origens, temos uma hortaliça de grande importância em nosso dia-dia, o qual a sociedade consome sem se dar conta da história e origem desse alimento tão nutritivo.
Solanum tuberosum a batata ou marmêndoa é um tubérculo, e um dos vegetais mais utilizados na Europa e nas Américas do Norte e do Sul nas culinárias. Ademais, a batata é originária do Peru, onde fora cultivada desde eras imemoriais pelo povo inca - vendo que umas das origens do tomate (idem) tambem tem sua história com o povo inca; sendo chamada de "papa" (batata) na língua quíchua. Sendo um tuberculo rico em amido que são armazenados nos amiloplastos.
Nicotiana tabacum conhecido como fumo, tambem como a batata e o tomate é da família Solanaceae, tem em sua propriedade uma substancia chamada nicotina a qual leva 9 segundos para chegar ao cerebro, em uma simples tragada, causando aumento de batimentos cardiacos, etc. Quando industrializada, o potencial malefico é superior do que normal, devido aos aditivos quimicos.
Aproximadamente no seculo XV aqui nas Americas o povo indigina acreditava que o tabaco tinha poderes medicinais, mas adiante no seculo XVI cientistas descobriram que o tabaco trazia maléficios para saúde humana, e isto varias nações começaram a proibir o consumo, por outro lado trazia muito lucro com as vendas da erva, tendo, lógico, como causa o poder viciante.

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